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Paraguai interrompe transmissão da doença de chagas por insetos.

Aug:12:2018:[01:03:41 PM]





As Américas são a única região do planeta onde ocorre a transmissão vetorial da doença de Chagas.

Doença de Chagas ou Tripanossomíase americana é uma doença tropical parasitária causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e transmitida principalmente por insetos da subfamília Triatominae. Os sintomas mudam ao longo do curso da infecção.

Na fase inicial, eles podem não estar presentes ou podem ser: febre, gânglios linfáticos aumentados, dor de cabeça e inchaço no local da mordida. Após 8-12 semanas, os indivíduos entram na fase crônica da doença e em 60-70% nunca desenvolvem outros sintomas. Os 30 a 40% restantes apresentam sintomas adicionais de 10 a 30 anos após a infecção inicial. Isto inclui o alargamento dos ventrículos do coração em 20 a 30% levando a insuficiência cardíaca. A dilatação do esôfago ou o alargamento do cólon também podem ocorrer em 10% das pessoas.

Uma pessoa também pode se infectar por meio de transplantes de órgãos, transfusão de sangue, durante a gravidez e o parto ou pelo consumo de alimentos contaminados.

Em 30% dos indivíduos que desenvolvem a forma crônica da infecção, são identificadas complicações mais graves de saúde, envolvendo os sistemas nervoso, digestivo e cardíaco. A OPAS lembra, porém, que em sua fase inicial, a doença pode ser curada ou ter sua evolução clínica controlada. Na fase crônica, o tratamento pode retardar o progresso da enfermidade.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) anunciou na terça-feira (07/08/2018) que o Paraguai conseguiu interromper a transmissão vetorial da doença de Chagas, quando a patologia passa para uma pessoa por meio da picada do inseto barbeiro. Com a notícia, a região das Américas já conta 18 países que quebraram o ciclo de infecção por vetores em nível nacional ou em regiões com prevalência crônica da enfermidade.

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Em todo o território americano, 21 nações são consideradas endêmicas para a doença de Chagas. Por ano, são registrados em média 30 mil novos casos da infecção e 14 mil mortes pela condição. Mais de 70 milhões de pessoas vivem em áreas de risco para a patologia.
 

O fato de que o Paraguai, com as condições sociais e econômicas por que passou nesses anos, ter conseguido eliminar a principal forma de transmissão de uma doença intimamente ligada à pobreza é um verdadeiro exemplo a ser adotado por outros países que também estão essa luta”, disse o representante da OPAS no Paraguai, Luis Roberto Escoto.

Doença de Chagas ainda é preocupação no Brasil

Em 1907 o pesquisador Carlos Chagas identificou em Lassance, município do norte mineiro, o Trypanosoma cruzi, protozoário responsável por transmitir a Doença de Chagas.

Quase cem anos depois, o Brasil recebeu, em 2006, da Organização Mundial da Saúde, o Certificado Internacional de Interrupção da Transmissão da doença pelo Triatoma infestans (conhecido como barbeiro), o principal vetor domiciliar da doença de Chagas. “A transmissão pelo inseto já é considerada interrompida aqui, mas há outras formas de transmissão”, explica o professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, Enio Pietra. “Mas é impossível no momento atual, de evolução do Trypanossoma cruzi e da forma de transmissão, dizer que a doença pode ser erradicada, porque ela continuará sendo uma zoonosse, que é quando a infecção ocorre por meio de outros animais”, esclarece o professor.
Ainda que com um amplo programa de controle realizado pelo Estado, a doença continuou presente através da transmissão por meio de sangue ou transplante de órgãos, a ingestão dos protozoários junto com alimentos, além da eliminação das fezes do protozoário enquanto este se alimenta de sangue humano.

Aumento dos casos

Estimativas recentes, divulgadas no Consenso Brasileiro sobre Doença de Chagas, realizado ano passado, indicam que o número de pessoas infectadas no país varia de 1,9 milhão a 4,6 milhões de pessoas. Nos últimos anos, a transmissão oral da doença foi uma das principais responsáveis pelo aumento do número de casos agudos de Doença de Chagas.
Como explica a professora do Departamento de Clínica Médica, Rosália Torres, que coordenou a parte de cardiopatia chagásica do Consenso, esse número elevado de infectados é devido ao envelhecimento da população chagásica e às outras formas da transmissão que não foram controlados. “Hoje esses pacientes têm, em média, de 30 a 50 anos. Muitos já morreram, já que a doença leva à morte súbita. Além disso, a partir do infestans que não desapareceram, mas foram quase dizimadas, essas outras espécies estão assumindo o lugar dele”, aponta. “Daqui a pouco também começa a aparecer criança infectada por insetos. Esses casos vão ser cada vez mais frequentes e há médicos achando que doença de Chagas não existe mais. Esse é um problema que chama a atenção”, continua.

De acordo com os dados do Consenso, de 1999 a 2007, por exemplo, 40% das mortes esperadas associadas à doença de Chagas na América Latina ocorreram no Brasil. Entre as doenças infecciosas e parasitárias, ela ainda foi a quarta causa de morte (10,8%) no país.
 

Fonte:  https://nacoesunidas.org/paraguai-interrompe-transmissao-da-doenca-de-chagas-por-insetos/
https://site.medicina.ufmg.br/inicial/doenca-de-chagas-ainda-e-preocupacao-no-brasil/

 

 

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Como todo o resto, no Brasil esse problema não se resolve por que o sistema político é doente demais para isso. A corrupção impede que a população usufrua de benfeitorias que deveriam ser resultantes da cobrança exagerada de impostos.

O dinheiro é usado para aquisições bilionárias junto às industrias farmacêuticas, como anunciado pelo próprio ministério da saúde; cerca de "Mais de R$ 1 bilhão de eficiência na compra de medicamentos."

É claro e evidente que a prática da prevenção não acaba com a necessidade de fornecimento de medicamentos e outros recursos médicos, no entanto, onde é possível prevenir há a possibilidade de que as verbas sejam melhor aproveitadas em outros casos que independem desse tipo de esforço.

Não creio que seja apenas burrice de quem governa, basta ver que as campanhas políticas são alimentadas por doações dessas empresas, assim como as de outras áreas (energia, segurança, educação etc.).


Como neste caso por exemplo em que o benznidazol (um dos medicamentos distribuídos pelo MS) - (Rochagan®, Rodanil®) é um medicamento usado para a quimioterapia específica da doença de Chagas. Embora, seja o fármaco de primeira escolha para o tratamento da doença é ainda muito pouco eficaz para cura de pacientes durante a fase crônica da doença.

Somos nações de doentes que alimentam empresas nacionais e multinacionais as custas dos seus pobres escravos, digo, cidadãos, famintos, doentes e longe de ter acesso digno a uma educação de qualidade.

Source: http://www.owpoga.com
post by: Oliveira M.J.N
Cirugião Dentista, Especialista em EAD, Desenvolvedor web.

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